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segunda-feira, 3 de março de 2008

Erupção iminente?

A América Latina é mesmo um caldeirão. Um vulcão prestes a entrar em erupção a qualquer momento. E as vítimas da vez são Equador e Colômbia. O primeiro acusando o segundo de invadir seu território e agir contra a soberania nacional equatoriana. O segundo, sob o pretexto de combater as FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - grupo guerrilheiro-terrorista que há décadas luta contra o governo legal do país, invadiu um acampamento deste grupo armado localizado já em território equatoriano, distante menos de 2 quilômetros da linha divisória entre as nações.

E talvez a Venezuela, pró-Equador, e os Estados Unidos, pró-Colômbia, acabam incentivando um conflito armado na região, que pode explodir em um estalar de dedos. Provavelmente todos tenham interesses políticos em algum desentendimento entre os vizinhos andinos, mas até onde podem levar essa situação? Em alguns momentos parece que todos esquecem de suas origens pré-colombianas e de exploração luso-espanhola e anglo-americana. E quando estamos ensaiando uma aproximação entre todos os países deste lado do Atlântico, alguns poucos loucos conseguem acabar com a paz que começa a se delinear.

Cabe ao Brasil, talvez, ser o medidor deste novo conflito? Será que os brasileiros serão capazaes de promover a paz novamente entre Quito e Bogotá, entre Uribe e Correa? Esperamos que o tempo seja breve na solução deste impasse, embora o caminho parece ser outro, já que até mesmo as relações diplomáticas do triângulo Equador-Colômbia-Venezuela foram rompidas...

Sorte a nossa Latinoamérica! É o mínimo...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

¡Y la Venezuela habla "NO"!

O grande Hugo Rafael Chávez Frias, presidente da República Bolivariana da Venezuela, auto-intitulado comandante, levou seu primeiro grande golpe vindo diretamente do povo venezuelano. Num plebiscito realizado no final de semana, que entre outras propostas de reformas permitiria a reeleição indefinidamente do presidente, foi sumariamente derrotado pelo povo, com 51% dos votantes escolhendo o não.

Talvez seja o início do fim da proposta de ditadura venezuelana, disfarçada de revolução bolivariana ou socialismo do século 21, sempre financiada pelo dinheiro do petróleo venezuelano vendido aos Estados Unidos. Isto é: os Estados Unidos são os financiadores, ainda que de forma indireta, das maluquices do comandante...

Será que a liberdade que o povo deseja? Sorte aos venezuelanos...

sábado, 10 de novembro de 2007

XVII Cumbre Iberoamericana de Jefes de Estado y de Gobierno

Evento realizado na capital chilena, Santiago, com os principais líderes da América e Península Ibérica revela algumas rusgas e cicatrizes, passadas e recentes, que fazem com que a América Latina continue mantendo seu título de "em desenvolvimento" e muito longe de um acordo comercial, social, racial ou qualquer que seja a forma de cooperação pretendida.

Uruguaios (pró) e Argentinos (contra), apesar da intervenção espanhola, brigam pela instalação de uma fábrica finlandesa de celulose às margens do Rio Uruguai, em território uruguaio. Chegam ao cúmulo de o presidente Tabaré Vásquez, do Uruguai, fechar a fronteira entre os países e isolar o espaço aéreo sobre a unidade fabril.

Brasil anuncia a descoberta de sua maior reserva de petróleo na bacia de Campos, Rio de Janeiro, e o presidente Lula é chamado de magnata do petróleo pelo seu colega venezuelano, Hugo Chávez, líder da "luta contra o imperialismo" e da "volta do socialismo bolivariano à América do Sul".

Chilenos e Bolivianos, representados por seus representantes Michelle Bachelet e Evo Morales, respectivamente, têm uma conversa ao pé-do-ouvido. Especulações apontam sobre o pleito boliviano de ter acesso ao mar, na região norte do Chile, tomada há muito tempo pelos chilenos.

Álvaro Uribe (Colômbia) e Hugo Chávez negociam troca de seqüestrados por revolucionários. O líder venezuelano, obviamente, defende a liberdade de revolucionários das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), enquanto Uribe tenta, incansavelmente, apaziguar seu país.

Estes são alguns exemplos da "união" dos nossos países... Espero que tenhamos a oportunidade de seguir em frente, apesar das tentivas desastrosas de nossos governantes.