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terça-feira, 25 de março de 2008

Feliz Aniversário!

Há muito tempo que ando
Nas ruas de um Porto não muito alegre
Que no entanto, me traz encantos
E um por de sol me traduz em versos

De seguir livre muitos caminhos
Arando terras, provando vinhos
De ter idéias de liberdade
De ver amor em todas idades

Nasci chorando Moinhos de Vento
Subir no bonde e descer correndo
A "Boa Funda" de goiabeira
Jogar Bulita e pular fogueira

Sessenta e quatro, sessenta e seis
Sessenta e oito um mal tempo talvez
Anos 70 não deu pra ti
E nos oitenta eu não vou me perder por aí...

Embora não seja oficial, a música Horizontes, cuja letra está transcrita acima, é um popular Hino de Porto Alegre. E não poderia ser melhor homenagem ao amado portinho a exposição desta letra, certo?

São 236 anos (jovem para padrões europeus, claro) de intensa vida, com guerras, conflitos, acontecimentos culturais, disputas políticas e tudo o mais que uma cidade pode "sofrer".

A provinciana metrópole cosmopolita completa mais um ano da sua fundação!

Apesar de ser apenas amanhã, desejamos

Parabéns, Porto dos Casais!
Parabéns, Freguesia da Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre!
Parabéns, Porto Amado!
Parabéns, Porto que te quero Alegre!
Parabéns, Porto Alegre!

sábado, 24 de novembro de 2007

Avanço Mundial


África, América, Ásia, Europa e Oceania já andaram lendo os escritos de Além-Mar! Apenas internautas da Antártica não visualizaram nosso blog até o momento (ou não ficaram registrados). Mais do que a proposta de informar aqueles que estão Além-Mar (originalmente entre Portugal e Brasil, ou especifcamente entre Lisboa e Porto Alegre), conseguimos avançar as fronteiras e atingir objetivos em todos os continentes! Brasil, Estados Unidos, Turquia, Egito, Angola, Portugal, Suécia, Alemanha, China, Tailândia, Austrália entre outros tantos países. As fronteiras se abrem e a informação flutua navegando pelas ondas da internet, transformando o mundo inteiro em territórios ultra-marinos!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

03/09/2007

03 de Setembro de 2007 foi o dia em que estes três elementos reencontraram-se, todos juntos, depois de 20 anos. Uma amizade que nasceu na infância não tem como morrer, definitivamente. Isso se deu em Porto Alegre, no Boteco do Natalício.

E três dias depois, houve um novo encontro. Porém, os registros estão perdidos no Velho Mundo, Além-Mar, mais precisamente na margem oriental do Atlântico. E então? Serão compartilhadas?

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Feira do Livro

E foi aberta hoje a 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, o maior evento cultural da cidade, pelo menos no mundo das letras.

Nesta sua 53ªedição, o patrono é o ex-vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul Antonio Carlos Hohlfeldt, que é jornalista, escritor e professor universitário. Na minha opinião, muito aquém de outros patronos de edições anteriores, como Caio Fernando Abreu, Luiz Antonio de Assis Brasil, Lya Luft, Erico e Luis Fernando Verissimo, Mario Quintana ou o imortal Moacyr Scliar, membro da Academia Brasileira de Letras. Porém não sou eu quem escolhe, né?

A Praça da Alfândega volta a ser o ponto de encontro de amantes da literatura e também daqueles que apenas passeiam entre as bancas e os livros, só para passar o tempo.

O que importa é que a literatura atinge o seu ápice anual na capital gaúcha, tendo durante as próximas duas semanas o livro como centro das atenções. E é para o livro e para a literatura que deixamos esta homenagem!

A escola de Scolari

http://aldeiablogal.blogspot.com/2007/10/s-vezes-reconhecem.html
Encontrei por acaso esta postagem, que dedico para o meu amigo RV.

domingo, 14 de outubro de 2007

Tropa de Elite

Um dos filmes mais esperados e polêmicos do Brasil, finalmente lançado em Porto Alegre, Tropa de Elite retrata o dia-a-dia de uma tropa especial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o BOPE - Batalhão de Operações Especiais - além de um pouquinho da corrupção existente naquela Polícia e o treinamento especializado que os aspirantes ao BOPE recebem. Ficção ou realidade? Infelizmente, imagino que é um pouco de cada...

Nascimento é o personagem principal. Vivido pela estrela maior da dramaturgia brasileira, o baiano Wagner Moura, o Capitão Nascimento é o responsável por boa parte das operações executadas nos morros da capital fluminense, a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro. Também é responsável por treinar uma turma de aspirantes. E é dessa turma que pretende retirar seu substituto. Paro aqui a história, para que possas vê-la com teus próprios olhos.

É um triller excitante, que prende o espectador na poltrona. Tenso. Real. Forte. Agressivo. Humano.

Cenas de violência, abuso de poder, tráfico e consumo de drogas, chantagem, corrupção e, sobretudo, da vontade de resolver os problemas sociais (e policiais) da maior atração turística do Brasil. Não sei se essa é a melhor forma de resolver estes problemas. Na verdade, tenho certeza de que não é.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Mais semelhanças



Até nos dizeres de seus títulos e na simbologia dos seus brasões, estas maravilhosas cidades têm semelhanças. E lealdade parece ser a mais gritante, vibrante e marcante delas.

O Brasão de Porto Alegre apresenta o título concedido por Dom Pedro II, então imperador do Brasil, devido a sua resistência e lealdade durante os anos da Revolução Farroupilha: Leal e Valerosa Cidade de Pôrto Alegre.

E o título de Mui Nobre e Sempre Leal Cidade de Lisboa, quem explica sua origem?

Ponte Vasco da Gama

Espero que a ponte de Porto Alegre fique ainda mais bonita do que a que une Lisboa ao Montijo, a Ponte Vasco da Gama.
E que o seu impacto ambiental seja inferior!
Mas deixo aí a foto da lindíssima ponte e a sua entrada na Wikipedia.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Semelhanças à vista!

Fala-se em construir uma nova travessia por sobre o (Rio, Lago, Estuário, etc...) Guaíba, em Porto Alegre. E a proposta aponta para uma ponte estaiada, conforme foto à esquerda, bastante semelhante ao vão principal da Ponte Vasco da Gama, de Lisboa. Seria mais uma semelhança entre estas belas cidades?
Seu objetivo é termos alternativa ao vão móvel da travessia atual (foto à direita), um dos símbolos da Capital dos Gaúchos, para que o fluxo dos automóveis não seja interrompido pelo ir e vir dos navios.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Primavera no Hemisfério Sul?

Após um final de semana de chuvas intensas e constantes, a segunda-feira amanheceu com temperatura baixa - 9°C - em Porto Alegre (no interior do estado mais meridional do Brasil, os termômetros aproximaram-se de zero).

Esse é o prenúncio de uma primavera cheia de surpresas climáticas? Ou é a famosa cheia de São Miguel? Sei lá. O que interessa é que o frio retornou após dias de calor forte. E é isso, esta variação sem nexo, que torna o clima do Rio Grande do Sul tão amado e odiado.

sábado, 22 de setembro de 2007

Revolução Farroupilha II

A Revolução Farroupilha tem aspectos ímpares.
Um dos que sempre friso quando estou em Portugal e acho que nós nem pensamos sobre isso, é que devemos ser um dos únicos povos do mundo que festeja a sua independência estando incorporados numa Federação que lutou contra nós.
Nós festejamos sem nos importar com nossa integração num todo maior.
E o todo respeita tanto as nossas tradições que não levanta objecções - ou se levanta não as revela.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Revolução Farroupilha


Buenas... Já que é para começar, vamos lá, vivente. Estamos aqui para falar de tudo o que acontece além-mar, ou seja, informar, de dois extremos do Oceano Atlântico, aquilo que está ocorrendo do lado de cá, para que chegue ao lado de lá!

E no momento, hoje, exatamente, o Rio Grande do Sul está em festa. Feriado cívico. Trata-se do 20 de Setembro. Há exatos 172 anos, o povo riograndense pegou em armas e revoltou-se contra o então Império Brasileiro. Sob o comando de Bento Gonçalves da Silva, um grupo de gaúchos da região sul do estado, a região mais desenvolvida daquela época, iniciou um protesto contra os governantes que acabou culminando numa revolução e na proclamação da República Rio-Grandense, já no ano seguinte.

A verdadeira história da revolução (dentro do que é possível tentarmos definir como "verdadeira") mostra que os rebeldes do início eram os ricos estancieiros, criadores de gado e proprietários de fazendas de charque (carne conservada em sal), as charqueadas. Acontece que por aqueles idos de 1835, o Império Brasileiro, representado por Dom Pedro II, ainda imberbe, na prática governado por regentes eleitos junto à corte, aumentava significativamente as taxas sobre o charque gaúcho. Enquanto isso, o charque platino, oriundo dos países vizinhos (República Argentina e República Oriental del Uruguay, situados às margens do Río de la Plata), ingressava no Brasil com preço inferior ao praticado pelos gaúchos. Portanto, nenhuma novidade na América Latina de 172 atrás, governada por corruptos e liderada por ricos estancieiros (hoje, industriais).

Apesar dos interesses particulares de um pequeno grupo de fazendeiros-latifundiários-escravagistas-comerciantes, a revolução teve seu lado positivo (incrível termos visões positivas de uma guerra. não?) que foi a união do povo gaúcho em torno de suas culturas e tradições, dos seus brios e valentias. Foram 10 anos de batalhas pelo solo gaúcho e catarinense, onde republicanos e imperiais se enfrentaram em pelo menos 118 ocasiões "oficiais". E mesmo com contingente bastante maior, os imperiais necessitaram de 10 anos para neutralizar a força que brotou desse chão. Reforçado por índios e escravos, os farroupilhas mostraram todo seu poder agregador (através de promessas de libertação de escravos negros, por exemplo, idéia nunca imaginada antes nessas paragens e bastante controversa entre os próprios revolucionários. Bento Gonçalves dispunha de um escravo particular para afeitá-lo nos acampamentos) e força tática e física, para incomodar (e muito) o poder central do império.

Mas hoje, após estes 172 anos, o gaúcho do Rio Grande aprendeu a unir-se, apesar de suas históricas polarizações. Sejamos maragatos ou chimangos, direitistas ou esquerdistas e até mesmo gremistas ou colorados, o fato é que o Rio Grande do Sul tem um só povo, unido em ideais e tradições. Até mesmo a Leal e valerosa cidade de Pôrto Alegre, honra recebida pelo próprio imperador Dom Pedro II, por nunca ter sido infiel ao império nos 10 anos de guerra, é idolatrada nas comemorações farroupilhas. A sempre resistente cidade manteve-se ao lado do império e hoje é o centro das comemorações que marcam anualmente esta terra maravilhosa.

Podemos não ter tido o êxito premeditado (nem tão premeditado assim) de criar um novo país. Mas, com certeza, uma nova nação originou-se daqueles anos tristes e duros de guerra, onde um bravo e heróico povo surgiu das chagas deixadas pela Revolução Farroupilha. Foi ali que começamos a conhecer o gaúcho riograndense, que difundiu seus hábitos (churrasco de carne gorda e um bom mate), suas culturas, seus princípios morais e justos.

Um viva à Revolução Farroupilha, à República Rio Grandense, ao 20 de Setembro e 1835 e ao povo gaúcho, tchê!